quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Milagre nos Andes (Resumo - Resenha) [SPOLIER]


O livro começa com Nando Parrado, um dos sobreviventes do desastre, e 'autor' do livro, contando de sua vida em Montevidéu - Uruguai, e de todos membros do time de rúgbi, Old Christians, também passageiros do voo da Força Aérea Uruguaiana. Ele narra como a vida dos jovens era boa. Pois eram universitários da Stella Maris, uma renomada universidade católica de Carrasco, bairro nobre de Montevidéu, onde muitos deles moravam. Eram jovens estudados, de boa classe social, mas imaturos e mimados. Tinham tudo que queriam com o trabalho árduo de seus pais. Eram universitários, a maioria de 19 à 22 anos. Que com incentivo de Marcelo, capitão do time. Decide fretar um avião da Força Aérea para jogar um amistoso em Santiago - Chile, por ele marcado, e depois desse jogo tirar umas férias no Chile.

Eles partem do Uruguai em direção à Santiago no dia 12 de outubro de 1972. Com 45 passageiros, sendo tripulação, integrantes do time de rúgbi, amigos, parentes e familiares, e uma passageira que não conhecia ninguém, mas comprou a passagem diretamente com a Força Aérea. Porém, o mau tempo nas Cordilheiras dos Andes, fazem os pilotos do avião cometerem um pouso forçado em Mendonza - Argentina. Ali os passageiros dormem, passeiam, fazem compras e no outro dia o mau tempo não melhora. O avião impedido de permanecer no local, tem duas opções, voltar para o Uruguai ou seguir em frente mesmo com o tempo ruim. Os passageiros 'imaturos', chegam a vaiar os pilotos quando eles dizem que o melhor é voltar. Como Nando Parrado fala, eles eram jovens a fim de curtir umas férias, passear, não queriam que um mau tempo na Cordilheira atrapalhasse seus planos. Por pressão da maioria, os pilotos decidem seguir em frente na sexta-feira 13 de outubro de 1972.

Foto: Passageiro antes de pegar o Avião / Reprodução - Site Terra

Devido o tempo ruim, os pilotos não conseguem ter boa visibilidade. Depois de algumas turbulências fortes, o avião bate a calda que é arrancada, e com ela alguns passageiros caem para a morte nos Andes. O resto do avião cai em direção a um vale em grande velocidade, parando depois de se chocar em um banco de neve. O atrito causa ferimentos graves a alguns, no entanto, ferimentos leves a outros. Esses começam ajudar no resgate dos sobreviventes com ferimentos graves. Nando Parrado, escritor do livro, bate a cabeça muito forte e fica em coma por dias. Quando acorda ele descobre que seu melhor amigo Panchito, havia morrido, que sua mãe que também estava na viagem, também não tinha resistido, e só sua irmã Susy, de 19 anos, ainda estava viva, mas delirava muito.

O local da queda, mesmo sendo primavera no hemisfério Sul, era demasiado frio. Com temperaturas que de dia com o sol chegava a 20º celsius, mas a noite com o frio, chegava a menos 30º celsius. Os jovens a princípio se alimentam de poucos vinhos e chocolates que haviam no avião. E assim, acontecia um racionamento, para os 'mantimentos' durarem até eles serem resgatados. Dessa forma, vão se mantendo, no meio disso, a irmã de Nando Parrado não resiste e morre. Nando fica acabado! Mas como ele sempre diz no livro o que o manteve firme para sobreviver é o amor pelo seu pai, que ficará sozinho no Uruguai, enquanto os filhos e a esposa viajavam.

Dez dias depois, de difíceis momentos nas Montanhas, com temperaturas baixas, os passageiros com pouca comida e roupas leves. Através de um rádio improvisado, ouvem a notícia de que haviam sido encerradas as buscas por eles, devido ao mau tempo, e que segundo o resgate depois de 10 dias não haveria mais vivos. Nando e os outros passageiros entram em desespero! Pois como saíram de lá? Mas um pensamento toma conta de Parrado, uma expedição até o Chile em busca de resgate. Muitos duvidam, mas ele é persistente. Porém, se isso fosse feito, eles deveriam esperar o tempo melhorar, e esperar por sinais de verão nos Andes.

Eles passam por muitas coisas difíceis até o tempo melhorar. Como tomar a atitude de comer os mortos para se manterem vivos. Eles começaram a praticar o canibalismo! Muitos são resistentes no começo, mas veem que a única forma de saírem do inferno gelado é tomando essa atitude. Quando todos aceitam a ideia de ser feita uma expedição, são escolhidos os expedicionários. Esses são poupados de tarefas, recebem mais carne, e dormem nos lugares mais quentes da aeronave para se prepararem à enfrentarem as Cordilheiras.

Foto: Passageiros presos nos Andes / Reprodução - Site Terra

Infelizmente, em uma noite de outubro, o avião é atingido por uma avalanche. Nela, a última mulher sobrevivente, Liliana, morre, Marcelo, o capitão também, e mais outras pessoas. Somando 8 mortes. Os sobreviventes enterrados pela neve, se sentem acuados, sem oxigênio, mas Nando Parrado faz um buraco no avião para entrar ar puro. Devido a tempestade, eles são obrigados a ficarem alguns dias soterrados ali, e se veem obrigados a comer carne fresca de quem tinha morrida na avalanche. Um terror pior como diz Parrado. Pois as carnes de antes eram cortadas e secas no sol e até cozidas quando eles conseguiam fazer fogo, já essas eram novas, cheias de gordura e sangue.

Passada a tempestade, eles começam a desenterrar o avião, e continuam planejando a expedição. Alguns são mandados à subir a montanha como treino, e em busca da calda, para lá achar a bateria do rádio de transmissão. Eles acham a calda, mais roupas, gibis, livros e guloseimas. Tentam fazer o rádio funcionar, porém não conseguem. E a única esperança acaba sendo a expedição. Eles ouvem através de um rádio que as buscas voltaram, no entanto, para resgatar os corpos. Eles sabem que esse resgate iria demorar, então, depositam toda sua fé na expedição de Nando Parrado, Roberto Canessa e Tintim.

No começo de dezembro, os três começam a subir as montanhas. Mas logo, Tintin é mandado de volta, pois Roberto e Nando acham mais fácil chegar ao objetivo só com os dois. Eles sobem a montanha, desafiando toda capacidade humana, pois um alpinista subiria aquilo com todo um preparo, equipamentos, roupas adequadas, não roupas improvisadas até com capas das poltronas do avião como eles usaram. Chegando ao topo da montanha. Nando comenta: "O cume da montanha oferecia-me uma visão de 360 graus, sem obstáculos, da criação. Lá de cima, conseguia ver o horizonte circundando o mundo como as bordas de uma taça colossal e, em todas as direções daquela extensão azul, a taça estava apinhada de legiões de montanhas cobertas de neve, cada uma delas tão alta e proibitiva como a que acabara de escalar." De lá Canessa e Parrado, avistam um vale, e focaram chegar nele. Chegando lá viam o que poderia ser a nascente de um rio, andando, andando, foram vendo a neve se transformando em água e formando um rio. Ufa, finalmente eles tinham vencido as alturas, as montanhas, o frio! Mas ainda iam andar muito. No caminho eles encontrará sinal de vida, como latas de alimentos, estrumes de vaca. Até avistarem vacas, o que o encheram de mais esperança. Debilitado, Canessa seguia devagar, e com toda sede de sobrevivência e extremo amor ao seu pai, Parrado não mostrava cansaço, quanto mais andava, mais queria andar.

Foto: Felicidade depois de serem resgatados/ Reprodução - Site Terra

Finalmente, em uma noite, depois de dez dias andando, eles avistaram um homem do outro lado do rio. Mas era tarde e esse deu sinal que voltaria de manhã. Nando ainda sem muito esperança não acreditou, porém, no outro dia esse homem voltou acompanhado. E através de papel amassados em pedras, e jogados, Nando se comunicou com os homens. Esses jogaram comida a eles até que os resgatassem. Eles foram resgatados com mulas, e assim chegaram em cabanas onde receberam toda atenção, apoio e comida dos homens. Logo o mundo já sabia do resgate deles e se encheiu de jornalistas curiosos para saber o que eles haviam passado. Logo, o resgate pegou Nando Parrado que estava melhor que Roberto para guiá-los até o local do acidente. Todos do helicóptero pareciam não acreditar na distância e as montanhas que Nando e Roberto tinham enfrentado.

Chegando no local, foram resgatados os sobreviventes, e no dia seguinte, voltaram para resgatar os outros. Sobreviveram 16! Tudo aconteceu antes do dia 25 de dezembro. Depois dos sobreviventes serem levados à hospitais, foram liberados, e todos enviados para um mesmo hotel em Santiago. Ali ficaram com a família e no Natal tiveram uma grande ceia para comemorar o milagre que lhes acontecera. Muitos chamavam o acontecimento de "Milagre do Natal".

Foto: Chegada dos Sobreviventes no Uruguai / Reprodução - Site Terra

No começo do ano de 1973, todos recomeçaram suas vidas, felizes pelo recomeço. Mas para Nando Parrado não foi tão fácil, pois ele perderá sua mãe e sua irmã mais nova. Por um turbilhão de perguntas em sua cabeça desde o acidente. Perguntando à Deus por que ele salvou só ele e não o resto. Parrado diferente dos outros sobreviventes que deixaram de ser imaturos e se tornaram homens gratos à Deus e a vida. Ele decidiu 'curtir a vida adoidado', começou a ir em festas, a sair com mais de uma garota numa noite, tudo isso aproveitando a fama de herói. Mas seus amigos sobreviventes não achavam certo, e um dia num choque de realidade, Nando percebeu que estava errado, e decidiu dar valor a vida e não se aproveitar da fama.

No resto do livro, Parrado narra sua vida e a vida de todos sobreviventes, como todos formaram família e seguiram em frente. Nando também se casou, teve duas filhas. Realizou esse desejo que ele tinha e almejava muito enquanto estava nos Andes, formar uma família. Ele encerra o livro de uma forma linda, dizendo: “Nos Andes vivíamos a contar as batidas do nosso coração. Cada segundo de vida era uma dádiva, que resplandecia de propósito e significado. Tenho tentado viver dessa forma desde então, e isso encheu a minha vida de incontáveis bênçãos. Insto-o a fazer o mesmo. Como costumávamos dizer nas montanhas: 'Respira. Respira mais uma vez. Enquanto respirares, estás vivo.' Passados todos estes anos, este é o melhor conselho que posso dar: 'Saboreie a sua existência. Viva cada momento. Não desperdice uma respiração.'”

Foto: Reencontro de alguns Sobreviventes / Reprodução 

É realmente uma história linda de superação, e principalmente de amor. Por muitas vezes no livro Nando Parrado diz que o que fez ele não desistir e sair da montanhas, foi o grande amor dele pelo seu pai.

Recomendo esse livro a todos! Jovens, velhos, é uma grande lição de vida para qualquer pessoa.

Um comentário:

  1. É realmente muito emocionante a história de superação vivida pelos sobreviventes, embora muitos dos quais (senão todos) não tenham superado a perda de amigos e parentes naquele trágico acidente nos Andes - André Pureza

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